quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sanfona (instrumento de corda)

A sanfona ou viola de roda é um instrumento musical de corda 
friccionada (cordofone). O que a torna característica, do ponto de
 vista sonoro, é o fato de se parecer com um violino com bordões e por 
ser capaz de produzir um zumbido usado ritmicamente por médio 
de uma corda apoiada numa ponte móvel (cão), e fisicamente, pelas 
cordas serem friccionadas por uma roda com resina, por intermédio 
de uma manivela, e pela melodia ser criada através de um teclado.

Sanfona - França, século XVIII

O som produzido por este instrumento assemelha-se a um cruzamento
 entre um violino, por ser de corda friccionada e possibilitar melodia, 
e uma gaita-de-fole, por ter bordões, por intermédio de de outras
 cordas que apenas reproduzem uma nota contínua, nota pedal. 
É um instrumento que se relaciona bastante com a música tradicional.

Origem

Supõe-se que a sanfona surgiu no século XI, d.C., no norte da
 Península Ibérica, embora alguns historiadores reapontem a localização
 do seu surgimento para o Norte de África.

A sua forma mais arcaica conhecida é o organistro (também
 conhecido pela designação em latim, "organistrum"), um 
enorme instrumento em corpo de guitarra, que continha 
apenas uma corda de melodia,que cobria uma oitava 
diatónica, e dois bordões, ainda sem a ponte móvel.

Este instrumento, devido ao seu tamanho, exigia ser tocado
 por duas pessoas, separando-se em friccionar as cordas e em
 tocar a melodia pretendida. Este acto consistia em puxar para 
cima barras de madeira ao longo da escala que, com pinos a meio,
 encurtavam a corda de modo a obterem diferentes notas. Como 
este movimento requer algum esforço, as melodias tocadas eram lentas.

Decadência

Com a introdução do órgão, caiu em desuso nos locais de culto, 
no século XII. A sanfona passa então a ser usada pela nobreza, 
trovadores, jograis e pelo povo. Com o passar do tempo, mendigos, 
cegos e vagabundos usam-na para tocar nas ruas e em feiras. 

Sanfonas de estilo húngaro

No final do século XIX o instrumento entra em decadência, 
tendo quase desaparecido totalmente. Em Portugal perdurou até 
princípios do séc. XX, extinguindo-se. No entanto, na década
 de 1990 foi reabilitado e, atualmente, existem bastantes tocadores.


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